ENTREVISTA COM JORGE BENJOR  (Entrevistas) escrito em terça 02 junho 2009 20:05

Blog de espaco :http:/espaco.musicblog.com.br, ENTREVISTA  COM  JORGE BENJOR

E aí galera, beleza?

O espaço  teve a honra de  entrevistar um  dos grandes mitos da música brasileira: JORGE

BENJOR!!

Nesta  entrevista Jorge  fala de como surgiu a

música em  sua vida, seu ponto de vista em 

relação aos vários  estilos de música da atualidade

e  muito mais!!

Salve Jorge !! Obrigado pela atenção!! Um 

abraço!!

Nome: Jorge Ben Jor

 

Profissão: músico

 

Formação: música

 

Estilo Musical: diversificado...

 

1)   Quando você começou a ter interesse pela música?  Alguém te influenciou?

 

Quando eu era pequeno, gostava de jogar futebol e sempre cantava nos treinos.

 

2) Você é um precursor, no que diz respeito à música contemporânea no Brasil. Tanto que sucessos gravados por você anos atrás são tocados, ouvidos e regravados até hoje. No dias atuais ouvimos as músicas tocarem e saírem de cena muito rapidamente! Parece uma obra descartável!

De quem é a culpa? 

 

Acho que não, hoje as pessoas são mais exigentes e existe gosto para tudo.

 

2)   Porque a black music não consegue ter uma visibilidade maior no cenário nacional? O que é preciso para que tenha mais visibilidade?

 

 Mais patrocínio e dedicação das gravadoras!

 

 

5) Você como artista já  tentou conseguir patrocínio através de leis de incentivo? 

não

 

6) Você já se apresentou várias vezes em Florianópolis. Teve algum problema? Você gostou do público? Qual foi o show que mais gostou?

 

SIM VARIAS VEZES, ADORO FLORIPA, a última vez para o público foi um festival.

 

9) Como é o apoio das rádios pelo Brasil para Jorge Benjor? Como o artista tem se mantido sem a venda esperada de Cd´s, em decorrência da pirataria? Você acha que as novas alternativas como a venda de música através da internet possa vir a ser uma válvula de escape?

 

 Graças a Deus a Rádio toca bem minhas músicas. Agora cada um tem que fazer sua parte.

 

 

10) Nos últimos anos a mídia se rendeu às músicas meramente comerciais, ou seja, descartáveis! O espaço para a boa música está cada vez menor! Haverá um ressurgimento para a boa música?

 

 Tem sempre boas músicas, é so procurar. E não acho nada descartável, tem gosto para tudo!

 

 

12) Você sempre misturou influências como o soul e o funk com o samba. Isso sem dúvida deu uma nova cara a nossa música brasileira! Como foi a idéia de fazer essas fusões?

 

SOU UM POETA URBANO E SUBURBANO E ADORO MISTURAR OS RITMOS.

 

13) Jorge Benjor é conhecido internacionalmente. Há previsões para turnês este ano?

 

SIM FAÇO TURNE TODO ANO

 

14) Todos sabem sua paixão pelo Clube de Regatas Flamengo!! Há alguma composição em vista para expor novamente  este amor?

 

NÃO

 

 15) Qual palavra ou frase poderia marcar Jorge Benjor?

 

ALEGRIA, ENERGIA, SIMPATIA E HARMONIA “SALVE SALVE”

 

16) Há previsões de Jorge Benjor se apresentar em Florianópolis?

 

 NÃO, MAS APAREÇE SEMPRE!

 

17) Como as pessoas podem entrar em contato com Jorge Benjor ? 

 

 através do meu site www.jorgebenjor.com.br

 

18) O que você pode dedicar neste momento os freqüentadores do espaço.musicblog  e  a seus fãs?

 

A MEUS FÃS MUITA ENERGIA. EU E A BANDA DO ZE PRETINHO ESTAREMOS SEMPRE PERTO DE VCS PARA ANIMAR A FESTA. SALVE SALVE JBJ!!

 

 

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Por que os Músicos Morrem Cedo?  (CURIOSIDADES) escrito em quinta 28 maio 2009 23:37

Blog de espaco :http:/espaco.musicblog.com.br, Por que os Músicos Morrem Cedo?

Oi Galera!!

Nessas viagens  que fazemos pela internet  encontrei um  texto escrito por José Joacir dos Santos é Musicoterapeuta Oriental e membro da Sound Healing Association, EUA, em novembro de 2006, depois de ministrar um curso de Reiki. O texto  diz o que diz o título: Por que os Músicos Morrem  Cedo?

Depois de ter lido o texto refleti que realmente muitos músicos adoecem ou morrem cedo  por causa da vida desregrada  que levam,  englobando má  alimentação,  dormir mal e adquirindo vícios nocivos à saúde como  o hábito de  beber ,  fumar e  se drogar, fora outras coisas que nem imaginava que pudesse atrapalhar a saúde. 80% dos músicos adquirem algum desses  hábitos, infelizmente!

Espero  que todos  vocês  que acessas este  espaço leiam e reflitam sobre o assunto! Afinal de contas  todos  nós queremos viver por muitos e muitos anos  fazendo aquilo que gostamos: (tocar,  cantar, etc...).

Fabiano A. Feliciano (editor do espaço music  blog).

Por Que os Músicos Morrem Cedo

Quando eu era adolescente, nos anos setenta, já tinha coleção de discos de vinil e me gabava de dizer que era fã do guitarrista Jimmy Hendrix. Escutava Chopin quando chovia e Beetoven nos domingos de sol forte. Claro que meus colegas de escola me chamavam de esnobe e eu gostava.

Naquela época, na Paraíba, sem televisão, pouca gente podia se dar ao luxo de ter em casa revistas do Sul do país – Cruzeiro e Manchete – que só falavam dos Estados Unidos e dos ídolos do rock. Embarcava nessa leitura, achando que o mundo era assim e por uma questão de tempo todos seríamos norte-americanos.

Mergulhei no aprendizado do inglês, e não demorei a descobrir que meu herói guitarrista era um excelente músico mas um desastre de pessoa, envolvido com todo tipo de droga, um antisocial por natureza. Além disso, o rock pauleira que escutava só falava em droga e porcaria. Incitava a uma agressividade e a uma rebeldia que não sentia nas minhas veias, embora adolescentes.

Claro que os EUA viviam, naquela época, o inferno da guerra do Vietnã e da propaganda da “guerra fria”, mas, e daí? O que isso tinha a ver comigo? O legado deixado pelos ídolos da minha adolescência foi um desastre e muita gente ainda embarca nele hoje: se enfeita como árvore de Natal, repetindo os comandos das gangues e suas tatuagens, piercings, etc.

Foi duro perceber que Jimmy Hendrix não casava com a vida pacata e sadia, muito menos com os meus projetos de uma vida melhor e feliz. Ele logo morreu, drogado. Assim, parei de ser o macaquinho de imitação que as revistas vendiam como sendo a moda a seguir – mas a imprensa brasileira ainda não parou de vender imagens falsas e irreais de fora do Brasil, assim como de denegrir o sentimento herdado de Tupã e de seu povo nú.

Como compreender que a música cura se a grande maioria dos músicos morre cedo, entra no desfiladeiro sem retorno das drogas, da Aids, tem ataques cardíacos, são desorganizados, as vezes desastrados e não consegue pôr os pés no chão? Simples: música provoca efeitos físicos. Se a música afeta profundamente quem a escuta, imagine o que não acontece com quem a executa! Cada instrumento tem uma afinidade e essa afinidade afeta os órgãos físicos, a mente e a estrutura espiritual de cada pessoa, tanto para a saúde quanto para a doença.

O som repetitivo da guitarra, por longas horas, desafina os órgãos digestivos. A bateria tira a pessoa do chão, da vida real. Com que parece o som do violino? Os tibetanos sabem como provocar levitação tocando instrumentos rudimentares de metal, mas não ensinam ao ocidente. Tanto para a saúde quanto para a doença, a questão básica que envolve a música, o som, o tom, é a repetição, a duração e a qualidade dessa repetição.

Cada órgão físico, tecido, víscera, tipo de fluido vital e líquido tem sua própria sintonia, ritmo, tom. É como o nome próprio. Se na multidão alguém chama Joacir, vou olhar na direção daquele que reconheço como meu. Se houverem outros Joacir na mesma multidão, alguns vão olhar mas sem muita convicção, enquanto que outros nem olharão para trás.

Cada músico desenvolve a personalidade de acordo com o instrumento que a ele está ligado com frequência. Cada pessoa, independente de ser músico ou não, tem o seu tom, que vibra quando entra em sintonia com ele. Daí a importância de se tocar/ouvir instrumentos diferentes para variar a sintonia corporal sem desequilibrá-la. As vezes uma pessoa é chamada pelo nome em um lugar que só tem ela com aquele nome e ela pergunta: eu? Por quê? Porque ela não está afinada com o próprio ser – há emoções a serem trabalhadas.

O tom pode afinar ou desafinar tanto quem toca quando quem é a ele exposto. Antes de uma sessão de musicoterapia eu me “afino” com oração, diapasão, Reiki, floral. Mesmo assim, as vezes o suor corre, e eu tenho que me afinar imediatamente. Já falamos em outro texto que aquele tum-tum-tum eletrônico estoura o chácra básica e contribui para a diminuição dos fluidos e dos líquidos do corpo, como esperma e saliva. Pois bem, o que ocorre com os músicos profissionais é que eles estabelecem todo um meio-ambiente propício para esvair a essência vital e assim “apressar” a morte.

Noitadas em claro, fumo, álcool e alimentação desregrada contribuem para a queda da imunidade, da força vital, da beleza corpórea e do estabelecimento de buracos na aurea de qualquer pessoa. Pode observar que o cabelo começa a cair. Se em lugar do fumo entra a maconha, a velocidade é ainda maior. O músico começa ou a perder peso ou a engordar, dependo dos demais desequilíbrios físicos, mentais, emocionais e espirituais.

Quem não lembra do Raul Seixas, um gênio, que ficou quase cego, sem voz e muito magro antes de morrer? A maconha, assim como outras drogas, emagrece ou desenvolve a falsa obesidade (Tim Maia) – muitas vezes é só inchaço. Aparecem rugas imensas no rosto. A pele seca. Os líquidos secam. Todo o sistema linfático entra em colapso e o esperma não é gerado. O homem passa a ter impotência ou dificuldades de ereção e a mulher perde a fertilidade, os óvulos adoecem, secam e ela começa a ficar “fria”.

Dá também fraqueza nos joelhos, nos ossos e dores lombares. A febre da herpes torna-se uma companheira frequente. O começo da degeneração depende da genética de cada um. Os sintomas demoram mais a aparecer em alguns mas em outros são rápidos e profundos. Lembro da voz de Cássia Eller antes de gravar o primeiro disco… era linda!

Um gongo afinado e bem utilizado pode provocar a limpeza imediata de uma pessoa intoxicada com maconha, por exemplo. Numa sessão de cinco minutos a pessoa fica pálida, perdida, fria, cansada. Alguns choram, gritam, pedem para parar. Quando você pára, é preciso segurar a pessoa e fazê-la deitar porque ela está totalmente em choque (não sei que palavra melhor poderia colocar aqui). Se essa pessoa, durante o tratamento, for submetida ao mesmo tempo a exercícios físicos, sexo saudável, vegetais, frutas, luz solar e afeto, ela pode começar a “enjoar” a maconha, porque muda de frequência.

É fundamental trocar o tipo de música que ouve. Piano e sax fazem bem. O que vai ser extremamente necessário é que haja um apoio emocional firme e forte para essa pessoa porque a energia da maconha, assim como toda droga química ou vegetal, aprisiona o sistema celular, diminui e pode até paralizar o funcionamento do fígado, do baço e do pâncreas – algumas ervas chamadas “de poder” deixam o usuário verde, porque elas foram colocadas na natureza só para o uso dos xamãs, que têm um modo de vida especial – as entidades espirituais sugam as toxinas do fígado dos xamãs, porque faz parte do trato espiritual. Uma pessoa comum não tem esse “trato”. Aquela tremedeira que dá nos viciados de cocaína e ácidos é exatamente porque o sistema celular perde a sua estrutura, a química básica, cai a energia, perdem-se os fluidos vitais e líquidos renovadores – entidades espirituais sugam os viciados.

A pessoa começa a secar e a morrer – é uma questão de tempo. Quando começa a dar ruído nos ouvidos, é um péssimo sinal. É como um carro sem os óleo. A morte física pode durar anos mas o raciocínio lógico, a capacidade criativa e de se concentrar morrem rápido.Elas perdem o interesse pelas coisas da vida, procuram viver mais para a noite que para o dia, começam a gostar do escuro, do perigo, da maldade e da violência – e passam pelo esperma ou pelo óvulo, para as gerações futuras, a herança genética desequilibrada.

A pessoa mantém a casca, mas está ôca. Vi muitos clientes, nesse estágio, que tinham dificuldade de entender o que eu falava. O teste era fácil: Era só elevar o nível do vocabulário e eles se perdem porque o sistema não consegue raciocinar. Como todos somos diferentes, em mim, por exemplo, uma inocente barra de chocolate provoca irritação. Se eu fosse boxeador, era só comer uma barra de chocolate antes da luta. Clientes não viciados têm experiências eufóricas com gongos, riem e querem mais.

Diapasões afinam os chácras deles com facilidade. O músico, assim como qualquer pessoa, só morre cedo se ele se trancar em seu próprio mundo e esquecer de praticar uma maneira sadia de viver, conectada com o universo mais puro, longe dos copos de plástico e das farmácias de plantão. A musicoterapia é um excelente coadjuvante nos resgates do equilíbrio, seja ele de origem mental, emocional, física, espiritual ou todas essas coisas juntas.

Qualquer pessoa convalescente pode aprender a tocar um instrumento simples e com isso se desconectar dos ganchos emocionais que lhe fez adoecer. Buscar o caminho da musicoterapia para ajudar a alguém com uma doença crônica, terminal, mental ou a sair do vício pode um achado. Um instrumento musical, juntamente com as condições emocionais para ajudá-lo a compreender em que enrascada se meteu, seria o caminho ideal para famílias e amigos, que geralmente se afastam das pessoas doentes da família.

No caso de viciados, a primeira reação do pai é querer expulsar o filho de casa. É preciso ter em mente que todo viciado comeca a mentir, a chantagear, a roubar e a viver das imagens distorcidas que a droga cria no cérebro, como óleo de carro no asfalto. São capazes de chorar para a chantagem ficar mais bem feita. É uma situação muito difícil de lidar sem amparo profissional – e há uma enorme carência de pessoal especializado capaz de lidar com viciados em droga sem ter que drogá-los.

A chave do segredo do resgate está no caminho espiritual e no afeto. Em qualquer situação, a família precisa se unir, resgatar os seus valores morais, emocionais e espirituais para lidar com o problema. Muita conversa, demonstração de carinho e atenção ajuda muito.

Tive uma cliente com doze tumores de câncer que a imunidade dela aumentou quando ela foi para a terra natal dela e lá passava horas na praia ouvindo o som do mar, sozinha. Passei três dias intensos em um seminário de musicoterapia na Califórnia, com o que de mais expoente existe nessa área, e percebi entre eles um erro gravíssimo: a maioria pensa que a musicoterapia por sí basta.

Não é assim. Nada se basta. Se se bastasse, a vida na terra já seria perfeita, equilibrada, porque a história humana é a mesma, apenas variando de tempo e espaço. Cometemos os mesmos erros, com versões diferentes, pensando que a vida é uma linha reta. Um dos mestres da técnica vocal, presente no seminário acima referido, quando abre a boca o mundo se enche de tom. Fora do palco é uma pessoa indisciplinada, fala alto e é grosseiro. A esposa não larga o pé porque sabe que ele é incapaz de lembrar que tem um cartão de visitas.

Dizem que um grande cantor de ópera italiano da atualidade sofre de depressões profundas quando não está no palco. Por que será? Por que pára de ouvir os aplausos? Ou porque coloca no palco toda a essência da sua vida? O primeiro cliente que você deve tratar com musicoterapia é você.

Dê adeus a uma série de coisas que parece linda, maravilhosa e você se convence que é verdade: aquelas baladas tristes e pessimistas de “eu morro a cada vez que de vejo”, isto é, a música depressiva de solidão, angústia e sofrimento; a música computadorizada, que é como cebola de caixinha, não reproduz o cheiro original! É boa para dançar e é bom dançá-la uma vez ou outra; o problema das boates hoje em dia (ou de sempre?) é o volume, a fumaça, a bebida e as drogas, tudo junto no mesmo lugar.

As pessoas liberam energias emocionais desequilibradas e energia não fica sem moradia, invade o próximo corpo disponível. Sai de um corpo e entra em outro; aprender a ir para a cama cedo e acordar cedo; caminhar ao Sol; comer frutas frescas, castanhas, gengibre na carne, pequi; Dançar, fazer sexo intensamente com a pessoa que gosta e caminhar em lugares verdes, com água… Praticar um esporte; ter um animal de estimação, plantas para cuidar ou participar mais dos jogos dos filhos; diminuir ao extremo o uso de telefone e da internet. Rezar, cantar, meditar, fazer Reiki, tocar seu instrumento preferido em lugares silenciosos, como em um parque, por exemplo.

Cantar no banheiro, ouvir piano, saxofone, violino, harpa, tambor xamânico. Nadar é um excelente exercício para harmoniar os centros energéticos. A psicoterapia é essencial. Fumar atrapalha a percepção e os cinco sentidos. Você precisa libertar os monstros, que nem sabe que comanda, antes que eles lhe convençam que você é quem incomoda.

O musicoterapeuta precisa adquirir técnicas psicoterápicas, conhecer anatomia e desenvolver a intuição através de técnicas energéticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, como Reiki, Yoga, Tai Chi, etc.

Fonte: http//violaobrasil.com.br

 

 

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GRAVAÇÃO DO CD AO VIVO DO GRUPO ATREVIDOS  (AGENDA) escrito em segunda 25 maio 2009 14:48

E  aí  galera do Brasil!!

No dia 29 de maio,  sexta-feira, acontecerá a gravação do CD ao vivo  do Grupo Atrevidos de Floripa.

Uma das melhores bandas  de  pagode do sul do Brasil estará  lançando o seu primeiro CD ao vivo.

O evento acontecerá no Floripa Music Hall, localizado na rua Henrique Vargas, 01,  Centro, Florianópolis.

Maiores infomações é só acessa  o site: www.grupoatrevidos.com.br

 

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ENTREVISTA COM O SAXOFONISTA UBALDO VERSOLATO  (Entrevistas) escrito em quarta 22 abril 2009 14:03

Blog de espaco :http:/espaco.musicblog.com.br, ENTREVISTA COM  O SAXOFONISTA UBALDO VERSOLATO

O Espaço da música teve  o prazer de entrevistar um dos melhores saxofonistas do Brasil,  membro da famosa Banda  Mantiqueira e da  Orquestra Jazz Sinfônica de  São Paulo,  Ubaldo Versolato. O espaço da  música lhe fez algumas pperguntas com relação a música instrumental no Brasil, sobre a  indústria fonográfica etc...

O espaco.musicblog agradece a ubaldo Versolato pela atenção que nos foi dada e por ceder o seu precioso tempo para nos atender.

Muito obrigado!

Nome: UBALDO VERSOLATO  

 

Profissão: Músico

 

Formação musical:

·      Fundação das Artes de São Caetano do Sul,

·      Curso de Formação Musical com Nelson Ayres, Amilson Godoy, Hector Costita, Roberto Sion, Ricardo Rizek.

·      Bacharel em Saxofone pela Faculdade Mozarteum de São Paulo.

·      Clarinete pela Escola Municipal de Música-SP com Prof. Rafael Galhardo Caro.

·      Flauta Transversal com Grace “Lori” Henderson e Toninho Carrasqueira.

 

1) Quando você começou a ter interesse pela música? Alguém te influenciou?

Comecei aos 10 anos de idade e meu primeiro instrumento foi o Sax-Alto, na “Banda Mirim Baeta Neves”, em minha cidade natal, São Bernardo do Campo/ SP, seguindo os passos de meus dois irmãos mais velhos que estudaram, respectivamente, Clarinete e Trompete naquela época. Eles não seguiram a carreira de músico.

 

2) Quando você se profissionalizou, tocou com vários artistas, orquestras etc. Sabe-se que com o passar dos anos a tecnologia  musical vem se desenvolvendo de uma forma incrível. Vários instrumentos imitando outros, etc... “tirando” muitas vezes o “emprego de outro músico”. Na sua opinião: ainda há muito campo de trabalho para instrumentistas  que tocam instrumentos de sopro?

Sim ainda há mercado de trabalho para os instrumentistas de sopro, apesar de sabermos que esse avanço tecnológico quando usado exclusivamente para interesses comerciais e imediatistas tira o lugar do músico.

Mas quando se quer qualidade e algo verdadeiro, naturalmente predomina a escolha pelo instrumento acústico.

 

 3) Porque a música instrumental não consegue ter uma visibilidade maior no cenário nacional? O que é preciso para que tenha mais exposição?

Quando se fala em Brasil que é um país com dimensões continentais e tem um mercado fonográfico bem diversificado em cada região, pode-se dizer que a música instrumental não tem visibilidade porque não interessa comercialmente para as grandes gravadoras/distribuidoras como um produto que tenha um retorno financeiro fácil.

Apesar disso, a Música Instrumental sempre existiu no Brasil desde “sempre”. Veja bem: o  Patápio Silva, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha e Benedito Lacerda, Severino Araújo, Paulo Moura sempre tiveram no inconsciente coletivo musical de nosso povo. Existe ainda hoje, com muito vigor, Hamilton de Holanda, Gabriel Grossi, Yamandú Costa, Marco Pereira, Toninho Carrasqueira, Banda Mantiqueira, Spok do Recife...e muitos outros!

Certamente a nossa música tem mais exposição e é mais valorizada no Exterior e, talvez seja essa sua missão: a de espalhar pelo mundo nossa musicalidade brasileira.

 

4) Qual sua opinião com   relação à matéria publicada no blog com o título: Músico.  Profissão ou bico?

 

O músico profissional sofre até hoje esse preconceito. Talvez, um pouco menos que há tempos atrás, mas ainda é uma realidade.

Há alguns anos, quando me perguntavam a profissão eu dizia: Músico Profissional e, minha mulher me convenceu a dizer que eu era MÚSICO, sem precisar ressaltar o profissional, e entenda ou aceite quem quiser!..

O Brasil é um país com um povo com grande musicalidade e o grande problema é que a pessoa que tem essa musicalidade às vezes não estuda e nem explora esse potencial e fica na superficialidade. Como não temos Escolas de Música de Nível Internacional e Sindicatos que regularizem o que é ser profissional – muito ao contrario -instituem que você deva ser “músico Prático” “desde que pague uma taxa”, como falam,  aí está feita a confusão.

Só para ilustrar, quando decidi ser músico profissional uma vizinha de minha mãe perguntou: “Seu filho não trabalha, só toca?”

Outro episódio foi quando em 1979, com 21 anos, fui tocar no “Gallery”, um Clube da alta sociedade de São Paulo, que inovou tendo uma BIG-BAND liderada pelo saxofonista Hector Costita. Na época, eu saia em matérias de revistas e em colunas sociais; ganhava quatro vezes o salário do meu pai. Quando eu chegava de madrugada em casa e ele estava saindo para o trabalho, tinha uma boate em frente ao nosso ponto de ônibus. Os ditos “músicos” saíam da boate e pegavam o mesmo ônibus dele, normalmente bêbados e alterados.

Para o meu pai, a referência de músico era essa e o seu medo era que eu me tornasse um deles... Foi difícil largar a Faculdade de Engenharia e convencê-lo de que eu queria ser músico. Só consegui isso depois de expor firmemente as minhas intenções profissionais e mostrar os resultados como um bom profissional.

 

 

5) Você como artista já  tentou conseguir patrocínio através de leis de incentivo? 

       Não, ainda não; porém agora com 50 anos e trinta de carreira, dedico-me a um trabalho SOLO. Até então, fui coadjuvante de muitos bons trabalhos, certamente. Sinto-me agora, maduro para isso.

        Obviamente, sobre a questão do patrocínio, me depararei com a necessidade de aprovar projetos e fará parte da minha vida profissional.

 

6) Você já se apresentou em Florianópolis. Teve algum problema? Você gostou do público?

Já me apresentei várias vezes com diversos artistas e nunca tive nenhum problema. Achei o público muito receptivo.

 

9) Como é o apoio das rádios pelo Brasil para a Banda  Mantiqueira? Como a banda tem se mantido sem a venda esperada de Cd´s, em decorrência da pirataria? Você acha que as novas alternativas como a venda de música através da internet possa vir a ser uma válvula de escape?

Realmente a venda de CDs da Banda Mantiqueira não está atrelada ao apoio de qualquer rádio e também não temos nenhum planejamento de uma meta para a venda de CDs.

Penso que a gravadora/selo MARITACA, da flautista e compositora Léa Freire, deve ter esse controle e acredito que hoje, já há este modo de comercialização pela internet.

 

10) Nos últimos anos a mídia se rendeu às músicas meramente comerciais, ou seja, descartáveis! O espaço para a boa música está cada vez menor! Haverá um ressurgimento para a boa música?

A questão é “o que” é boa música para mim ou para você... Música descartável pode não ser para o grande público brasileiro, que é levado pela mídia a consumir  esse tipo de música.

     Para haver um ressurgimento da boa música, como você disse, é preciso haver uma mudança de “benefícios” para o povo brasileiro, como acesso à boa educação, saúde, cultura...

   A boa música é uma bênção para alma e isso o Povo também merece.

     

 

 

11) Qual sua opinião quanto a nova legislação que está tramitando no congresso nacional, que consiste em extinguir com o órgão de classe Ordem dos Músicos e transformá-la somente em uma associação de direitos civis?

 Não sei se seria bom ou ruim. Só sei que algo precisa ser mudado para podermos ter resultados que realmente beneficie a classe musical.

Seria muito bom se tivéssemos um Sindicato dos Músicos forte e atuante, que atendesse mais de perto todos os interesses e problemas dos músicos. Seria o ideal.

 

12) Você é  um multi - instrumentista. Com o passar dos anos houve a necessidade de estudar outros instrumentos?

Por que?

Não me considero exatamente um multi-instrumentista.

Simplesmente toco os Saxofones, Clarinete e Flautas, que pertencem, por assim dizer, à mesma família de instrumentos, ou têm o mesmo princípio. Considero multi-instrumentista Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti...

Fiz isso primeiro porque gosto desses três instrumentos e, naturalmente, o mercado profissional se abre para mim, ou seja, tenho mais ofertas de trabalho.

 

13) A banda Mantiqueira é conhecida em todo o Brasil! Há previsões para turnês este ano?

Não há previsão de Tournée, mas vamos fazer em Agosto um Show na Sala São Paulo com o Paquito D’Rivera.

 

 14) Qual palavra ou frase poderia marcar a personalidade de Ubaldo Versolato?

A palavra seria: PERSEVERANÇA 

Acho que o estudo, a técnica e o conhecimento estão sempre a serviço da emoção. Acho que um grande músico se sente pleno quando ele se emociona ao tocar e emociona quem o escuta tocar.

 

15) Há previsões da Banda Mantiqueira se apresentar em Florianópolis?

Não tenho notícias a respeito; mas tudo é possível, quem sabe?

 

16) Como as pessoas podem entrar em contato com a Banda  Mantiqueira e conhecer melhor todos os seus integrantes? 

Pelo site www.bandamantiqueira.com.br

Deixe seu e-mail que será repassado para nós.

 

17) O que você pode dedicar neste momento aos freqüentadores do espaço.musicblog  e  a seus fãs?

 

Um vídeo no youtube quem foi registrado recentemente, no dia 04/04/09, no Theatro São Pedro, na cidade de São Paulo. Fui solista da peça “YEARS OF SOLITUDE”, de Astor Piazzolla, com arranjo do maestro Edmundo Villani Cortez e Regência do Maestro Fábio Prado, para a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.

Estou nesta orquestra desde a sua fundação, em 1990 e, sinto muito orgulho de participar de um grupo orquestral como este. “YEARS OF SOLITUDE” foi gravada, originalmente, por Gerry Mulligan, no álbum “Summit” de 1976. Nele houve um dos encontros mais bonitos e inusitados de dois grandes músicos: o jazzista Gerry Mulligan e o bandoneonista argentino Astor Piazzolla. 

 

 

Um grande abraço a todos, UBALDO VERSOLATO.

 

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Progressão de Acordes  (Artigos Técnicos) escrito em quarta 25 março 2009 15:24

Blog de espaco :http:/espaco.musicblog.com.br, Progressão de Acordes

Você já percebeu a diferença entre um acorde maior e um menor? Os músicos (e simpatizantes), quando tentam expressar com palavras esta diferença, costumam descrever o som dos acordes maiores como alegres, enquanto os acordes menores são descritos como sendo tristes. Assim, músicas com motivos tristes, tendem a ser construídas em acordes menores e vice-versa. Este tipo de sentimento que é normalmente gerado por diferentes acordes é também utilizado na construção de padrões seqüenciais denominados “progressões”.

 

Pegue uma seqüência de acordes qualquer de uma canção, como por exemplo, C F G C. Isto é uma progressão de acordes. Toque esta progressão. Repita a seqüência várias vezes experimentando diferentes ritmos e batidas. Parece que todos os acordes se encaixam perfeitamente? Você deve ser também capaz de perceber (sentir) que quando chega ao G ele parece estar pedindo que uma outra nota seja tocada logo em seguida. Este "apelo" é comumente denominado de tensão, ou seja, certas notas conduzem a um crescendo, a um acúmulo de tensão. Quando você volta ao C esta tensão é liberada.

 

Da próxima vez que ouvir uma boa musica (clássica ou popular) tente perceber a tensão se acumulando em determinados trechos, até atingir um clímax (com certa freqüência a parte mais alta), para ser em seguida liberada. Esta progressão tomada como exemplo, que é uma das mais comuns nos dias atuais, é denominada de progressão I IV V, e tem justamente estas características de acúmulo de tensão e posterior liberação.

 

Ela é denominada I IV V porque é composta dos acordes de numero I, IV e V de uma escala musical, neste caso a de C. Veja abaixo:

 

C

D

E

F

G

A

B

C

I

II

III

IV

V

VI

VII

VIII


Na escala de D, por exemplo, ela teria a seguinte formação: D G A D. Monte esta mesma progressão para as diferentes escalas.


Uma outra progressão bastante comum é a I III IV. Que na escala de C resultaria em C E F. E na escala de E, por exemplo, E G# A. Experimente com esta progressão em diferentes escalas e com diferentes batidas.

 

 

v

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